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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Fotos de Belém e poesia paraense

Continua a minha pretensão em ser fotógrafa!
As fotos são de dezembro de 2008 e janeiro 2009.
Olhando o barco e o baía a partir da Estação das Docas

Prédio da Enasa - início da Presidente Vargas

Basílica de Nossa Senhora de Nazaré

Barco na Estação das Docas

Olhar a baía do Guajará estando na Estação das Docas

***
Vocês conhecem a lenda do boto? Então vamos ver a ótica do poeta [paraense].
***
Sopro de Antônio Juraci Siqueira - Boto 60
Eu venho de um mundo/que tu não conheces:/do onde, do quando,/do nunca, talvez...

Eu venho de um rio/perdido em teus sonhos,/um rio sondável/que corre em silêncio/entre o ser e o não ser.

Eu venho de um tempo/que os homens não medem,/nenhum calendário/registra os meus dias.

Sou filho das ondas/que geme na praia,/sou feito de sombras/de luz e luar/e trago em meu rosto/mandinga e mistério/e guardo em meus olhos/funduras de rio.

Cuidado, cabocla!/Cuidado comigo/que eu sou sempre tudo/o que anseias que eu seja:/- teus ais, teus segredos,/tua febre, teu cio...

Se em noites de lua/sentires insônia/e a fome de sexo/queimar as tuas entranhas,/a sede de beijos/tua boca secar/e em brasa o teu corpo/meu corpo exigir,/contigo estarei/na rede do encanto/cativo nas malhas/da teia do amor.

E quando os teus olhos/fitarem meus olhos,/e quando os meus lábios/teus lábios tocarem,/e quando os meus braços/laçarem o teu corpo,/e quando o meu ser/em teu ser penetrar,/só então saberás/quem sou e a que vim.

E assim que a semente/do amor, do desejo,/vingar no teu ventre/gerando outro ser,/não mais estarei/contigo. Somente a minha lembrança/permanecerá boiando nas águas/barrentas, confusas, /de tua memória/cansada, febril...

- Foi sonho ? - Foi fato ?
Ninguém saberá!...
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Lantejoula e bicho-homem

Rede para descansar... vontade!
Escrito daqueles que surgem por surgir... E lembrança de leitura antiga, em livro da escola. Creio que ajudou na formação das minhas convicções.
***
Vivia num mundo lantejoula. Lantejoula, lantejoula... Ficou repetindo mentalmente a palavra para que pudesse assimilar o significado dessa descoberta. Lantejoula, de acordo com o dicionário e segundo a vida tinha mostrado, são pequenas lâminas cintilantes, que enfeitam roupas de festas, fantasias de carnaval. Não são coisas usuais, poderia dizer mesmo que aparece esporadicamente.

Certo, isso devia ter um significado então, essa analogia boba, meio ridícula. Na verdade foi a sensação de vazio completo que lhe fez imaginar sua vivência de lantejoula, cintilante, cintilante... Até agora sua vida resumia-se aos amigos, família e trabalho, tudo muito certinho, tudo muito asséptico, como se, somente festas e carnavais houvesse.

Ao olhar pela janela do seu rico apartamento e ver o homem engolindo o resto dos alimentos que haviam sido depositados na calçada, em sacos de lixo, ela caiu nesse abismo, nesse vazio. O aperto no estômago era incômodo como um soco e observando em torno de si, se deu conta do seu mundo de lantejoula. Palavra primeira que se interpôs entre sua visão do homem e o observar do seu mundinho.

A única vontade que tinha agora era sentar e se deixar ficar imersa em pensamentos. Precisava resolver o que faria com a descoberta.

***
Sopro de Manoel Bandeira [O bicho ]

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Rio, 27 de dezembro de 1947
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Barcelona e Antônio Gaudí

Imagem do Parque Güell

Inventar histórias não é meu forte, isto é, não sou escritora, muito menos ficcionista, mas quis inventar uma historinha para falar de Barcelona e Gaudí. Bobinha, sei, mas não sai muito mais daqui. Ainda mais cansada e com sono!

***

Clara acordou cedo, abriu os olhos e tentou lembrar onde estava. Olhou ao redor e lembrou: estava em um hotel no centro de Barcelona. Difícil acreditar que havia conseguido realizar o sonho que se desenhou desde o dia em que abriu uma revista e viu a foto de umas esculturas sinuosas, coloridas, repleta de pedacinhos de azulejos/cerâmicas. E para completar, aquela visão do azul do Mediterrâneo.

Quando leu a reportagem descobriu que era um ponto turístico em Barcelona e que tudo aquilo havia sido pensado por Gaudí. Naquele momento, imaginou que o lugar seria um dos muitos que iria conhecer ao longo da vida, fechou a revista e guardou seu sonho junto com ela, em um local qualquer acumulando poeira.

Em algum outro momento da vida, ouviu novamente falar de Gaudí e desta vez foi uma amiga, que tinha morado em Barcelona e comentava sobre a Igreja Sagrada Família. Clara, somente ouviu, mas desta vez foi atrás de outras informações sobre esse “nome”, que era o que ele significava para ela até então.

Antonio Gaudí, arquiteto, um ícone do modernismo catalão – um equivalente do art nouveau francês. Inicialmente foi influenciado pela arquitetura gótica e posteriormente adotou um estilo próprio. Sua obra mais notável é o Templo Expiatório da Sagrada Família.

Por essa época, e antes mesmo de entrar em contato com as obras de Gaudí, Clara já admirava o pintor Joan Miró – catalão como o outro – influenciada, que havia sido, por uma grande amiga artista plástica, que fazia escola de Belas Artes em Belo Horizonte. Nesse período fazia visitas “guiadas” pela amiga à exposições diversas. O estilo colorido e lúdico de Miró lhe fazia divagar.

Enfim, Clara já tinha algumas informações sobre o autor das obras que haviam lhe impressionado anos atrás. Pouco tempo depois deste episódio, foi convidada a participar de um congresso na Espanha, mais especificamente em Barcelona. No mesmo momento, foi como se alguém encontrasse aquela revista de anos atrás, soprasse o pó de cima dela e Clara visse novamente e limpidamente o que agora sabia completamente ser o Parque Güell.

Após essas recordações – que passaram rapidamente pela mente – Clara levantou, tomou um banho e desceu para se juntar aos amigos no saguão do hotel. Iam comprar um ticket, para o ônibus turístico que rodava a cidade toda e, parava em todos os pontos principais da cidade. O interessante é que podia ficar o tempo que bem entendesse nos lugares, pois os ônibus circulavam desde cedo até o anoitecer. E ela já tinha se planejado para ficar o dia todo no entra e sai de lugares e dos ônibus.
Ao chegar a Sagrada Família e olhar os milhares de detalhes nas paredes externas da obra, ela imaginou que Gaudí devia ter ingerido um alucinógeno ao pensar aquilo, sorrindo admirada com tanta beleza. Uma obra inacabada, uma obra em obras e que talvez jamais finalize. Ficou sabendo, no ônibus, que quando perguntado - por seus pupilos - sobre quando a obra seria concluída, o arquiteto teria dito que o cliente não tinha pressa, que Deus tinha a eternidade para aguardar a finalização.

No meio da tarde, Clara chegou ao Parque Güell, nada do que ela falasse, para descrever a sensação de estar ali, poderia ser compreensível para outras pessoas. Sentou-se num daqueles bancos coloridos e ficou mirando o Mediterrâneo no horizonte, na tarde quente do outono de Barcelona, ela sentiu soprar um vento frio em sua nuca e arrepiou-se, por algum motivo, que não saberia explicar, Clara sentiu naquele sopro a promessa de um futuro e um retorno.


***
Imagens do Parque Güell - Barcelona



Imagens da Igreja Expiatória da Sagrada Família - Barcelona







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Sopro de Joan Brossa – poeta catalão - [Poema]

A neve cobriu o sol.
Te proponho este
poema. Dele
tu mesmo és o livre e necessário
intérprete.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Varal de Fotografia

Visão do Palácio do Piratini, a partir da Praça da Matriz

Encerrando a semana que marquei como a da Feira do Livro, a homenagem aos meus amigos moradores de Recife e do meu passeio turístico na cidade onde moro, vou expor algumas fotos que fiz durante a caminhada, para mostrar um pouco dos ipês e jacarandás floridos que tenho mencionado por aqui [a cidade está particularmente linda, cada vez que olho para esse "monte" de árvores é como se eu estivesse recebendo um buquê de flores, me sinto e agradeço a Deus por ser agraciada com essa beleza].

Uma época tinha um grupo de amigos fotógrafos e para divulgar seu trabalho, eles realizam varais de fotografias ou se fossem escritores, de poesia. Enfim, era uma possibilidade de mostrar um pouco da produção, já que é uma mínima parcela de artista que pode viver de sua arte. Hoje, utiliza-se a internet, apesar de eu achar que uma praça lotada no fim de semana, ainda pode servir a este fim.

Bom, eu não tenho a pretensão de me auto-intitular de fotógrafa, não sou, mesmo que eu já tenha feito umas boazinhas. As de hoje não ficaram tão boas, mas vou partir do princípio do “que vale é a intenção”.


Cúpula da Igraja da Matriz e Centro Administrativo (visto do alto, próximo a igreja da Matriz e Piratini)


Ipês amarelos e Jacarandá lilás na Praça da Matriz


Praça da Matriz (redondezas: Igreja, Teatro São Pedro, Assembléia Legislativa e Palácio do Piratini)



Por último o sopro do poeta de Alegrete que amava Porto Alegre, Mário Quintana.

[Respondi comentários no halos anterior]

***


Sopro de Quintana - O Passeio

...mas não vi o crepúsculo - onde aqueles crepúsculos de Porto Alegre, de uma beleza pungente até o grito?

- Sim, cadê o crepúsculo?

- O gato comeu!

O gato se chama arranha-céu, que aliás, ao que parece, ninguém mais chama desse jeito. Esvaziou-se o espanto.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Feira do Livro em Porto Alegre... parte 2

Título alternativo: Sopros da Instalação sobre Gilberto Freyre



Como evento complementar à Feira do Livro de Porto Alegre, está acontecendo uma instalação – digo isso, pois é mais que uma simples exposição – sobre a vida e a obra do intelectual pernambucano Gilberto Freyre. Algumas das informações deste post foram retiradas do material de divulgação entregue no local.

Gilberto Freyre foi sociólogo, político, poeta, contista e pintor. Talvez sua obra mais famosa seja Casa Grande e Senzala, considerada uma obra clássica e revolucionária da sociologia brasileira. Integrou um movimento de valorização da cultura popular conhecido como Centro Regionalista e dirigiu a Semana Regionalista, que foi uma resposta nordestina à Semana de Arte Moderna de 1922 [aquela que todos estudamos e que tem como representantes mais “comentados”, Oswald de Andrade e Mário de Andrade]. Em uma rápida busca na rede, é possível encontrar textos mais qualificados, que o meu, sobre o autor.


O Local: o Santander Cultural é um prédio histórico, localizado na Praça da Alfândega, e abriga um espaço de cultura belíssimo. Lá é possível ver uma exposição, assistir um show ou um filme, além de ter uma livraria muito charmosa, na qual é possível encontrar livros ótimos. Eu vi uns sobre fotografia, maravilhosos. Infelizmente não consegui uma foto, pois é proibido.

A instalação: gostei bastante da idéia, pois eles dispuseram os documentos, pinturas, fotos, livros e tudo mais, como se fosse uma casa antiga (alguma referência à Casa Grande e Senzala?). Os estandes foram montados como paredes, havia armários de madeira, gavetas presas às paredes, móveis como se fossem longas mesas, com tampo de vidro [dentro, os documentos e fotos] e cadeiras onde é possível sentar e ler tais documentos.

Ao abrir uma gaveta ou armário, estavam lá mais objetos. Um armário lotado de latas com rótulos de Assucar, título de um dos livros dele, cujo conteúdo é receitas de doces e bolos do Nordeste. E na parte de trás do rótulo as receitas de alguns deles.

Entre os documentos, cartas enviadas e recebidas - entre os destinatários e remetentes, estava Carlos Drummond de Andrade. Convites personalizados para jantares vários países da África, Europa. Por fim, expostos “nas paredes da casa” a capa de todos seus livros, pinturas, entrevistas. Posso dizer que fui e voltei várias vezes, sempre encontrava algo que não havia visto na passada anterior.




Caso a sua cidade receba essa instalação, eu indico, uma linda e merecida homenagem.

Mais um espaço do estado de Pernambuco na 54ª Feira de Livro de Porto Alegre.



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domingo, 9 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Feira do Livro em Porto Alegre... parte 1

Título alternativo: A explicação inicial.

Foto de um espaço da feira, alguma coisa do MARGS, e as palmeiras.

Eu alterno períodos de bom humor e outros de humor duvidoso. Já fui muito pior na vida, mas idade me fez bem – pelo menos nesse aspecto. Digo isso por que no post do outro fim de semana, estava reclamona e depois me dei conta que tinha uns bons motivos para me alegrar. Motivos que citei: os jacarandás e ipês de Porto Alegre estão floridos – lindos! – e a Feira de Livro que iniciava naquele final de semana.

Esse - fim de semana - eu fiquei de bobeira – isso é raro na minha vida de professora – não que eu não tivesse trabalho a fazer, mas sinceramente, ninguém merece, nem professor [já que profissão, em geral, se escolhe], trabalhar sete dias por semana.

Sábado foi dia de reunião com amigos e comilança. No domingo acordei tarde e decidi que faria um programa cultural, sozinha, pois tem coisas na vida que todo mundo deveria experimentar fazer sozinho. Visitar uma exposição, ir ao cinema... bom eu gosto da solidão, então nem vou alongar esse assunto, pois caso contrário perderia o objetivo do post. Certo é, que sequer dei um telefonema para conseguir companhia. A idéia era ser turista na cidade onde moro e visitar a Feira do Livro, uma exposição e fotografar - uma das minhas paixões na vida.

A feira do livro de Porto Alegre está na sua 54ª edição e acontece na Praça da Alfândega, no centro comercial histórico da capital gaúcha. Porto Alegre é uma cidade interessante, pois apesar de ser um centro de cultura, uma capital, ela resguarda uma pitada de provincianismo. É uma cidade especial, acreditem em mim, sei do que estou falando. Não sou portoalegrense, sou simplesmente uma cidadã portoalegrense. Pois se há uma coisa que sei ser é cidadã e não pactuo com bairrismo. Sou passional, ah! infelizmente, isso sou. Se gosto, gosto mesmo!

Voltando: a Feira do Livro é um evento em Porto Alegre, desde sempre. As pessoas se planejam para visitar a feira, uma quantidade de escritores importantes passam por lá, tem um prêmio, que o Fato Literário (outra história), tem patrono, tem e tem... monte de coisas. O fato é que, Porto Alegre respira literatura nessa época do ano. Tem show de música também. Não é que nem Paraty, mas para nós é muito mais importante.

Na época em que eu me identificava como estudante [antes de ser profe] era lá que encontrávamos os amigos da universidade, nem sempre para ver livros [pois todas as livrarias proporcionam descontos por conta da feira], mas para ver um show do Nei Lisboa [tem show do Nei, 10 anos de Hi-Fi e eu não fui, não vou!] ou a banda de jazz do Luiz Fernando Veríssimo (entre outros) e beber umas cervejas. É lotado, você não consegue ver com calma os livros, mas é um fervo, é bom, é vida, é cultura. As pessoas vão passear e aproveitam para comprar o livro que vão levar para as férias [meus alunos me disseram isso, que iriam comprar livros para ler nas férias].

Eu já havia ido à feira esse ano, saí do trabalho e fomos eu e uma amiga, olhamos os livros, preços, pois nos dias úteis é menos lotado que no findi [não pretendo comprar nada, minha estante está lotada]. E domingo, voltei sozinha, pela manhã (ainda não estavam abertas as bancas), pois queria ir ao Santander Cultural, ver as exposições sobre Gilberto Freyre e Ariano Suassuna, e...”sacar” fotos. Saí com o claro objetivo de ser turista (não tenho problema nenhum em ser turista, adoro viajar, vou falar sobre isso...outra hora).

Bom, desde sempre sabia que esse assunto renderia uma semana de posts para o Sopros. Eu também falei, no dia que mencionei o evento, que o estado de Pernambuco está sendo homenageado na Feira e tenho várias coisas para falar sobre isso. O Ariano Suassuna veio participar da abertura e há outras tantas coisas que pretendo mencionar.

Enfim, fiz meu tour pela cidade onde moro, caminhando e fotografando, cheguei antes do povo lotar e sai quando começou o movimento, fotografei Porto Alegre na primavera-verão e tive um domingo ótimo, pois me permiti ser feliz sozinha.

Vou mostrar e comentar as fotos ao longo da semana. A 54ª Feira do Livro de Porto Alegre homenageia Pernambuco e eu tenho dois novos amigos que conheci por conta do Sopros – e que já me são muito caros - que moram em Pernambuco, Naty e Álisson da Hora , essa semana o meu carinho, minhas imagens e meus posts são todos em homenagem a eles. E se não concordarem com minhas opiniões, não se constranjam em dizer – os dois. E os demais amigos também. :)

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Sopros de imagens minhas


Uma imagem de algumas bancas da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Imagem da Praça da Alfândega, que abriga a Feira do Livro de Porto Alegre

Outra imagem da Feira, bem perto do Santander Cultural

Imagem do "estande" do Governo de Pernambuco, que abriga obras de escritores pernambucanos

Banner do Governo de Pernambuco - estado homenageado na 54ª Feira do Livro de PoA/RS
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