
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Saudade!

sexta-feira, 1 de maio de 2009
Estrelas no pensamento
EMBRACE - Jia Lu [Pintora chinesa] - Se quiser ver mais AQUI Foram dias felizes, mas fulgazes. Queria te ter sempre ao meu lado, segurando e aquecendo minhas mãos. De lá até aqui, nossos dias foram de encontros e afastamentos, nossos caminhos não se encontravam, mesmo que eu sempre buscasse formas de ter ver, te ter, te sentir. No meu peito sempre pulsava um bem querer, que alimentava a esperança de um encontro definitivo. Nos meus dias, pintava na imaginação o momento que, enfim, seríamos dois e não um em cada lugar. A pintura desse sonho, gravada na memória, tinha o brilho desta noite estrelada.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Percorrendo caminhos e estações
Boreas - John William Waterhouse - 1903Nos primeiros dias outonais, tentava imaginar alegrias e prazeres, mas a melancolia apoderava-se dela e aprisionava seus pensamentos. Exercitava visualizar dias felizes, passados nas estações anteriores para conservar um “melhor-do-bom” que havia sentido. Imagens povoavam sua mente, sons e vozes dissipavam a dor e transformavam as recordações em sentimentos inexplicáveis, subterfúgio para o amor, invenções para a vida.
As estações mudavam e as lembranças iam se diluindo, como se outra pessoa tivesse vivido aquelas lembranças. Na transição, acordava como de um idílio e repensava a vida para se reinventar uma vez mais.
domingo, 5 de abril de 2009
Aromas e sentimentos
[Memory of that house (2001) - Iman Maleki - pintor realista iraniano - vale muito conhecer suas obras - Aqui ]Um aperto no peito lhe enchia de tristeza e respirava mais fundo, no intuito de que o cheiro lhe transportasse ou que esquecesse os sonhos que não se tornariam realidade.
Insistia num viver morno, mesmo querendo fogo ardente. Mas sempre compunha a vida com equívocos e por isso talvez fosse difícil imaginar um abrigo que acalmasse o coração.
Sorria tristemente por esses pensamentos e rápido imaginava outro sentir, que afastasse o aroma que lhe deixava tão sensível.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Delírios
Singing Fish - MiróPiruetas e estilhaços - se formou um marrom e bebida não inventou.
De repente, bum! Uma infinidade de tonalidades de encarnado, só que não sangrou.
O amarelo se insinuou com um pinto quebrando o ovo e não emitiu sequer um som.
Quem lambuzou o verde? Mas nem germinou!!
Para onde vai me levar o delírio, ainda não descobri. É uma infinidade de possibilidades no que sinto. Agora simplesmente não quero cor. Quero o calor para me representar! E um pouco de som. E minha viagem se completando fora de órbita. Sequência? Que sequência? Não há sequência. Eu quero correr e se gritar não há porque se espantar.
A cor se mantém, quero cantar. E porque não... pintar?
Os estilhaços do marrom arrebentaram o vermelho, jorrou sangue, que tingiu o cinza e se espalhou como gema. Socorreu o azul evitando a hemorragia definitiva. Soprou um vento e sacudiu o verde.
O coração - cansado - se quietou e gelou.
domingo, 29 de março de 2009
Alucinação
Summer interior - Edward Hopper (1909)sábado, 7 de março de 2009
Mulher: complexo abrigo

Talvez fossem aqueles hormônios que deixavam a mulher, a menina, tão complexa e mesmo aquelas que não eram mães se comportavam um pouco, em algum momento da vida, como se o fossem, oferecendo seu coração e seu corpo como casa, como abrigo, numa docemente dolorosa rotina de perdas e ganhos. Olhou mais uma vez aquela imagem e sentiu sufocar, como a casa. Seguiu seu caminho, não olhou mais para trás.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Fantasmas da saudade
Acordou meio entorpecida, tinha uma angústia dentro do peito.
Não podia ser sonho, se sonhara não lembrava.
Queria lembrar e ao mesmo tempo livrar-se do peso que apertava o peito.
Pensou no céu, um lindo céu azul – talvez isso acalmasse.
Fixou o teto e viu um rosto, sorrindo...
Apertou os olhos e quando abriu não estava mais lá...
Um fantasma no pensamento, na casa...
Na cozinha um barulho de xícaras e um aroma inconfundível de café.
Sentou-se na cama e pareceu que a dor diminuía.
Levantou, olhou na cozinha, abriu a janela, olhou o sol iluminando o vazio lá fora...
Não, não tinha nada, nem ninguém...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
Mares de mim
Tem uns “gostares” que a gente não explica. Um amor, um sabor, uma cor, um livro, uma música. Um dia simplesmente despertam um não-sei-o-que lá dentro de nós e pronto, fomos “tocados”. Poesia é assim, filmes também. De tempos em tempos, é uma música que se “apodera” da minha mente e por dias só ouço a mesma.
Ultimamente, quem andou aprisionando-me na mesma letra e melodia, foi um músico bem polêmico, e eu como sou cheia de “gostares’ estranhos, admiro muita coisa da produção musical dele. A música que ando ouvindo ultimamente é Mares de Ti, do Carlinhos Brown. Engraçado que o Brown mistura umas palavras esquisitas, que aparentemente não tem nenhum significado, mas aí entra a história da “viagem” que cada um faz quando ouve música, lê poesia, enfim. Mares de Ti tem esse poder sobre mim, mobiliza meus sentidos, meus sentimentos, sem nem eu entender muito bem a razão. Mas emoção nem precisa ter razão!
Procurei um vídeo no youtube, não achei. Resolvi fazer um, para colocar aqui. Virou um varal de foto com trilha sonora.
Bom fim de semana!
Trechos da Letra:
Se tropeçar meus pés cansados
Nos mares de ti
Cuidar de mim cuidar de ti
As fases e frases
desfazem nos jeans
Porque que é só você que sabe
Aonde surfir
O mais bonito do magnífico
Se teu sorriso esculpe
Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter
Solidão...
Não sei pisar no breque
Tomo charrete
Pros lares rubis
Pensando nisso
Pensando em ti
Senti felicidade sem fim
Se for passar preciso sarar
É quase inútil
Ficar de ir
Ficar de vir
Ficar feliz isso sim
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Carta 2: Esperança e ano novo!
No fim do ano sempre sinto um enorme saudade de vocês. Em meio às comemorações de fim de ano, tirei um tempo para escrever essa carta e desejar a todos vocês um ótimo 2009.
Eu rezo para que as conquistas da humanidade se ampliem no novo ano. Afinal, mesmo que muitas vezes acreditemos que nada tem saída, ainda assim, avançamos nas relações humanas e sociais. Poderia ser mais rápido? Talvez, mas somos todos humanos e isso é complicado.
Sopro de Quintana – Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
[Agradeci os votos no halos de baixo]
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Fogos de Artifício e Poema de Natal
João havia morado na rua na infância e já nem sabia como tinha ido parar lá. Lembrava somente do dia em que a aquela mulher, com olhar bondoso, perguntou a ele se não gostaria de passar o Natal em sua casa. Devia ter dez anos, e quando entrou naquele “abrigo”, percebeu que a vida podia ser melhor. Uma linda árvore de natal na sala, toda confeccionada pelas crianças que ali moravam. Um sonho aquelas luzinhas. Queria ficar e ia fazer o que fosse necessário para isso.
Na noite de natal, todos foram para a rua olhar o céu e ver os fogos. Tantas cores, tantas formas, sorria e chorava, chorava e sorria. Ele nunca experimentara aquele aperto no coração, que ao mesmo tempo em que doía lhe proporcionava bem estar. Para sempre, aquelas luzes iriam brilhar nos seus olhos e seu coração sempre sentiria a mesma sensação, pois estava aprendendo o que era felicidade, quando a senhora de olhos bondosos, segurou sua mão e assistiram assim, a queima de fogos.
Hoje, olhando o céu, lembrou da música que diz Papai Noel vê se você tem a felicidade para você me dar, percebeu que, para ele, Papai Noel existiu e lhe foi muito generoso. Segurou a mãozinha da filha e abraçou a esposa, queria sentir o calor das duas para admirar os fogos e sentiu-se criança novamente, e sorriu e chorou. Era um privilegiado e agradeceria “ao céu”, enquanto estivesse vivo.
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Poucas palavras
Uma hora dessas a tranqüilidade volta...
E quando não encontro socorro em mais nada, ao menos Clarice Lispector me socorre, com palavras que foram “pescadas” aleatoriamente - em um livro que foi muito significativo num determinado momento da vida. Os escritos dela atravessam o tempo e servem de consolo para a minha falta do que dizer e dizem por mim.
Sopros de Clarice Lispector
...
A vida oblíqua? Bem sei que há um desencontro leve entre as coisas, elas quase se chocam, há desencontro entre os seres que se perdem um dos outros entre palavras que quase não dizem mais nada. Mas quase nos entendemos nesse leve desencontro, nesse quase que é a única forma de suportar a vida em cheio, pois um encontro brusco face a face com ela nos assustaria, espaventaria os seus delicados fios de teia de aranha. Nós somos de soslaio para não comprometer o que pressentimos de infinitamente outro nessa vida de que te falo.
...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Feira do Livro em Porto Alegre... parte 2

Como evento complementar à Feira do Livro de Porto Alegre, está acontecendo uma instalação – digo isso, pois é mais que uma simples exposição – sobre a vida e a obra do intelectual pernambucano Gilberto Freyre. Algumas das informações deste post foram retiradas do material de divulgação entregue no local.
Gilberto Freyre foi sociólogo, político, poeta, contista e pintor. Talvez sua obra mais famosa seja Casa Grande e Senzala, considerada uma obra clássica e revolucionária da sociologia brasileira. Integrou um movimento de valorização da cultura popular conhecido como Centro Regionalista e dirigiu a Semana Regionalista, que foi uma resposta nordestina à Semana de Arte Moderna de 1922 [aquela que todos estudamos e que tem como representantes mais “comentados”, Oswald de Andrade e Mário de Andrade]. Em uma rápida busca na rede, é possível encontrar textos mais qualificados, que o meu, sobre o autor.

O Local: o Santander Cultural é um prédio histórico, localizado na Praça da Alfândega, e abriga um espaço de cultura belíssimo. Lá é possível ver uma exposição, assistir um show ou um filme, além de ter uma livraria muito charmosa, na qual é possível encontrar livros ótimos. Eu vi uns sobre fotografia, maravilhosos. Infelizmente não consegui uma foto, pois é proibido.
A instalação: gostei bastante da idéia, pois eles dispuseram os documentos, pinturas, fotos, livros e tudo mais, como se fosse uma casa antiga (alguma referência à Casa Grande e Senzala?). Os estandes foram montados como paredes, havia armários de madeira, gavetas presas às paredes, móveis como se fossem longas mesas, com tampo de vidro [dentro, os documentos e fotos] e cadeiras onde é possível sentar e ler tais documentos.
Ao abrir uma gaveta ou armário, estavam lá mais objetos. Um armário lotado de latas com rótulos de Assucar, título de um dos livros dele, cujo conteúdo é receitas de doces e bolos do Nordeste. E na parte de trás do rótulo as receitas de alguns deles.
Entre os documentos, cartas enviadas e recebidas - entre os destinatários e remetentes, estava Carlos Drummond de Andrade. Convites personalizados para jantares vários países da África, Europa. Por fim, expostos “nas paredes da casa” a capa de todos seus livros, pinturas, entrevistas. Posso dizer que fui e voltei várias vezes, sempre encontrava algo que não havia visto na passada anterior.

Caso a sua cidade receba essa instalação, eu indico, uma linda e merecida homenagem.
Mais um espaço do estado de Pernambuco na 54ª Feira de Livro de Porto Alegre.sábado, 1 de novembro de 2008
Posto que é sábado
Gravura Jenny Holm...enfim!
Mais um fim de semana chegou e eu estou torcendo mesmo é pelo final do ano, por muitos motivos diferentes, mas é um momento de sair da rotina e isso é muito bom para eu não entrar em surto.
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo de amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
domingo, 26 de outubro de 2008
Chuva, voto e domingo!
peguei na internetAcontecem dias de torrar os miolos e na manhã seguinte, apostando em novo dia quente, talvez seja necessário voltar da rua para apanhar um casaquinho. Se estiver num dia de "revoltada", talvez se irrite mais com isso.
...mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está,
...esse é nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante...
Só para não ser tão “reclamona” uma poesia lindinha.
Aflição de ser água em meio à terra
Não saber se se ausenta ou se te espera.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Lisboa revisitada
Lisboa - Torre de Belém - Rio TejoDe qualquer maneira, os dias têm sido estranhos: trabalho, cansaço, lerdeza. Sabem quando tudo é slow motion? [não resisti ao termo em inglês]. Muito lento mesmo e em situações assim é muito mais certo que se fique um pouco mais pensativo, viajando, querendo estar em outro lugar. E talvez seja por isso que só tenho escolhido escritos mais reflexivos. Tenho comigo que não devo estimular a minha alma portuguesa, pois caso contrário ela pode me dominar – o lado... meio... melancólico.
Enfim, o preâmbulo foi para justificar o título [que furtei novamente], que é de um/dois poema(s) de Pessoa (Álvaro Campos). Que, aliás, adoro como praticamente tudo dele (não, não quero nada/já disse que não quero nada - 1923 ou nada me prende a nada/quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo - 1926...).
Voltando: o título sugere que quero retornar ao tema da alma portuguesa.
Hoje, por acaso, li o poema, intitulado Lisboa, de uma cearense chamada Virna Teixeira. Uma escritora-poeta-médica, daquelas que escreve curtinho e deixa a nossa imaginação correr solta. A minha anda louca para sair voando, então resolvi revisitar Lisboa, e a música portuguesa. Primeira lembrança foi o Madredeus. Mas em seguida me veio um fado, que o Caetano Veloso gravou e encontrei na voz da Dulce Ponte. Madredeus virá em outro momento. O nome da música é Estranha Forma de Vida, é triste, eu gosto, mas – ouso dizer – me divirto um pouco com algumas expressões. Vou deixar a letra também, pois tem pessoas que não conseguem ouvir a música do blog.
Letra: Foi por vontade Deus
Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.
(Alfredo Duarte/Amália Rodrigues)
caminham,
molhados
entre óculos
analíticos e
gabardinas
pela ladeira
a chuva
escoa
saudade
mágoas
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Insustentável leveza
Pôster do filme A insustentável leveza do serO primeiro motivo do post de hoje – meio preguiçoso – foi um poema de Emily Dickinson. Entretanto ao ler e reler, ele me remeteu ao livro do Milan Kundera [A insustentável leveza do ser], que li há muito tempo e que muito me impressionou. No meu quebra-cabeça interno, eles se complementaram e gritaram em uníssono para aqui estarem juntos. Eu não lutei contra.
“Para Sabina, viver significa ver. A visão encontra-se limitada por duas fronteiras: Uma luz de tal modo intensa que nos cega e uma obscuridade total. Talvez seja daí que lhe vem a repugnância por todos os extremismos. Os extremos marcam a fronteira para lá da qual não há vida, e, tanto em arte como em política, a paixão do extremismo é um desejo de morte disfarçado."
“O mais pesado dos fardos nos esmaga, verga-nos, comprime-nos contra o chão...Quanto mais pesado é o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais real e verdadeira ela é. Em compensação, a ausência total de fardo leva o ser humano a se tornar mais leve do que o ar, leva-o a voar, a se distanciar da terra, do ser terrestre, a se tornar semi-real, e leva seus movimentos a ser tão livres como insignificantes. O que escolher então? O peso ou a leveza?"
Brecha que em instantes não se preencha;
A ausência da feiticeira
Não invalida o encantamento
As milenares cinzas
Remexidas pela mão,
Que as atiçou quando eram chama,
Haverão de acordar e compreenderão
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Pensando o Poema do Cazuza
Sopro qualquer - Lassidão e abismo*
(*pensando no Poema do Cazuza - post anterior - "com desculpas ao poeta", por pensar em cima da sua criação um outro cenário).
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Frio primaveril














