
Num dia, fé pura
noutro, descrença que sofria.
Quase suplicava pela fé dos muito crentes,
que ignoravam crueldades e ultrapassavam todas as dores.
Almejando alcançar o reino prometido,
enxergavam justiça no caos do dia-a-dia,
que ela simplesmente não via.
Olhava a lua que espelhava a verdade dos medos e inseguranças,
tudo bem camuflado por baixo dos tapetes de gelo
que lhe forravam a alma desengonçada-de-não-saber-viver.
Escondia os receios na ponta de cada esperança
que acendia no alvorecer e morria quando a lua cheia
lhe atravessava com verdades que teimava não enxergar.
Hoje é julho e um tempo de genuína dissintonia.
***
Benno · 704 semanas atrás
Benno · 706 semanas atrás
Gata sem dono · 713 semanas atrás
belíssimo texto e hoje já é agosto e a dissintonia é a mesma...
adorei!!!
beijos amiga..
Gata sem dono · 713 semanas atrás
Benno · 713 semanas atrás
francys · 714 semanas atrás