terça-feira, 26 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

De medos e descrenças

Imagem: Viktor Vasnetsov [A Donzela na neve]

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Num dia, fé pura

noutro, descrença que sofria.

Quase suplicava pela fé dos muito crentes,

que ignoravam crueldades e ultrapassavam todas as dores.

Almejando alcançar o reino prometido,

enxergavam justiça no caos do dia-a-dia,

que ela simplesmente não via.

Olhava a lua que espelhava a verdade dos medos e inseguranças,

tudo bem camuflado por baixo dos tapetes de gelo

que lhe forravam a alma desengonçada-de-não-saber-viver.

Escondia os receios na ponta de cada esperança

que acendia no alvorecer e morria quando a lua cheia

lhe atravessava com verdades que teimava não enxergar.

Hoje é julho e um tempo de genuína dissintonia.

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Comentários (6)

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recebi um aviso de um post, mas quando cheguei nao o encontrei :( beijos
nunca mais postou nada ? saudades :( beijos
por que será que a gente nunca consegue enxergar a verdade, quando elas não é o que queremos que seja???

belíssimo texto e hoje já é agosto e a dissintonia é a mesma...

adorei!!!

beijos amiga..
1 resposta · ativo menos de 1 minuto atrás
quis dizer "ela" e não elas
muitas vezes me sinto como essa alma-desengonçada-de-não-saber-viver, e não creio nas coisa que me dizem para crer, ainda que creia em muitas outras coisas que dizem para não crer. mas mesmo assim eu vivo e tenho que seguir em frente, a fé dos crentes não me consola. Acho que este traduziu com perfeição o que todos nós sentimos em algum momento da vida.
O medo e a descrença muitas vezes deixa a alma realmente desengonçada de não saber como viver. E posso te dizer que saber viver realmente não é fácil( é...e quem disse que iria ser fácil?) Beijos.

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